12.1.13

farol

Quando eu te procurar é pra estar sorrindo. Sempre. Quando eu te procurar. Segura a minha mão, diz "está tudo bem, ou vai ficar". Você tem esse poder. De fazer colorir a chuva. Deslocar arco-íris. Dançar no meu sorriso e mente, tão só. E muito pouco, além disso, vou te ouvir cobrar um riso. Aperto de ir-mãos.

26.8.12

Democratia

Estou mesmo cansada de todo o tipo de reclamação em massa que tem surgido (mais intensamente) nos últimos tempos por causa do período eleitoral. Veja, é digno termos pessoas preocupadas com o governo, os mandos e desmandos relacionados a ele e etc., mas existem limites. Bom, no caso, constariam os limites de mínimo: quando escuto ou leio as muitas afirmações de descontentamento, me pergunto o que tem sido feito por esses mesmos indivíduos para mudar a situação do país, estado, cidade em que vivem tão descontentes. E a verdade que muitas vezes alcanço é: nada. 
Tenho muito orgulho desse direito de expressão, mas só esperava um pouco menos de hipocrisia dos compatriotas. Por mais que hajam ladrões em nosso sistema público, eles existem porque nós os colocamos no poder e os deixamos decidir em nosso nome. O que por si só já é uma tarefa muito bruta. Se imagine tentando encontrar num problema a melhor saída e ainda garantir a felicidade da população (porque podem, sim, ser coisas diferentes). Satisfazer a todos é impossível, não? 
E voltando aos corruptos... Tente se lembrar de que os desvios de caráter não aparecem apenas em nosso sistema político. Todas as áreas contam com seres não tão preocupados com a justiça coletiva quanto com seu próprio benefício e isso não deprecia as demais profissões, por que deviria desmerecer a política?
O que me dói em tudo isso, é o desamor causado por essa visão empobrecida. A rebeldia jovem, antes tão aproveitada para gerar revoluções democráticas, hoje nos deixa comentários em redes sociais. Por favor, gostaria de ver mais respeito e dedicação pra cuidar do que é nosso. Tanto quanto falho, o Brasil não deixa de ser uma democracia, então não deixe de utilizar o seu poder como cidadão em nosso burlado "governo do povo".

16.8.12

8

De todas as coisas bonitas no mundo, foi você quem eu pintei nessa minha ideologia do que há pra se amar. E o mantive ali, primeiro porque não sabia mais ser sem ver teus rabiscos de existência sorrindo - pensava que sorria - pra mim, colorindo os dias cinzas. Mas não secando as gotas salgadas e chuvosas das vezes que me fizeste chorar. Porque chorei, sim, por tua causa, todo o inimaginável de lágrimas quando comecei a notar o desbotar das tuas cores. Então, talvez por tolice de época, continuar sendo a mesma ou ter feitio dos que culpam apenas a si mesmos, a verdade é que nunca, nunquinha, te coloquei ao pé do juri como culpado de tudo o que sofri. Ora, eramos - somos - ainda tão jovens, ingênuos pelo bom gosto de assim o ser nessa idade, que não existiria maldade maior do que julgar as minhas ilusões maiores do que foram. É fato, eu te amei. Pelo menos é como via as coisas na época. No entanto, agora parece ideia digna de risos e confabulação. Você não dava esperanças de sentir o mesmo, mas também não me mandou ir pra casa, descansar. E no fim das contas, penso ter me cansado de ti. Apaguei o que podia das imagens suas guardadas na mente e segui como podia. Para te reencontrar mais tarde, com mágoa adormecida no peito e mesmo assim aceitar como (novo) amigo alguém que nunca deixei de querer bem. O resto do conto, todos e nós mesmos conhecemos muito bem. Aquele vai-e-volta de desgosto, gosto, combino ou não, é nossa marca registrada. Pelo menos pra mim. Agora, não sei se meus sentimentos estão menos densos ou apenas quietos, maduros. Porque te vejo como irmão, companheiro de viagem, pra contar como meu e vai... Perto de você me sinto segura por confiança pura. E mesmo que encontre vários borrões na tua figura idealizada que pintei um dia, posso hoje afirmar com certeza: não troco mais um dia sendo sua amiga por nada deste mundo. Eu aprendi o amor sem lascívia contigo, compreende?