15.8.12

Da tangível leveza do (não) ser

Há tanto tempo que não choro. E queria. Deus! Como queria chorar. Sentir por uma gota a paixão de quem sabe estar vivo de alma. Receio estar ensandecendo quando tudo o que toco torna-se rancor e nervosismo. Todos os meus esforços parecem vasos vazios e vagos de uma existência com motivos em demasia. Difícil ainda é pensar forma tangível de expressar o ser que habita em mim. Por hora, sou e isso apenas. Sendo, pudera, possa encontrar algo de tão real que substitua todos os receios de menina que ainda me cercam. Pois trajada como criança, não aguento o trabalho, sei que preciso mudar e vou. Construir a maturidade necessária para as conquistas almejadas. E então, em meio as suplicas tolas de infante, percebo os que amo tendo passado por tanto pior apenas para garantir-me, antes do conhecimento, todas as oportunidades que não tiveram para si. E sonho, um dia, recompensar, orgulhar, os que me inspiraram a continuar e a garantir para os meus os privilégios dados a mim. Futuro, não te sonho, te conquisto. De-me força. De-me sorte. De-me... paz.

Nem sempre consigo sentir o que sei que devo sentir.

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